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O fim de um ciclo (adeus UAL)

por AM, em 08.06.05
Um novo desafio está à minha espera

Sou finalista do curso de Ciências da Comunicação e estou a um pequeno passo de terminar este caminho que durou 4 anos. Quatro anos de muitas experiências.
Frequento a Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) e no 1º ano (2001) deparei-me com uma realidade completamente distinta daquilo a que estava habituado. Novo ambiente, novos colegas, novo local de aulas, novo tipo de estudo, novos métodos de ensino, enfim, uma panóplia de novidades que não irei dissertar na totalidade, mas fica o essencial.
Como finalista quero fazer uma pequena retrospectiva de tudo aquilo que se passou nestes 4 anos. De facto, aprendi muitas coisas, mesmo enfrentando condições pouco favoráveis – refiro-me à Universidade em si, pouco apelativa – mas com boas condições, pelo menos, para os alunos de jornalismo. Muitas cadeiras foram, de facto, boas e úteis para elevar a minha cultura geral. Outras, nem por isso e só serviram para “encher”.
No 1º ano as coisas não foram fáceis. Onze cadeiras por semestre foram um desafio brutal para todos e para mim em particular. Houve momentos em que me perguntava: “Será que vale a pena?”
Custou imenso e em certas alturas pensei mesmo desistir. No entanto, superei estas adversidades. Por isso aconselho sempre aqueles que estão desiludidos com o curso pelas suas dificuldades e exigências para não baixarem os braços e continuarem a lutar.

No 2º ano, as coisas não se alteraram muito. Menos uma cadeira por semestre, mas as mesmas dificuldades e a exigência dos professores apertava ainda mais. Teoria, teoria, teoria e nada de prático. Mas como já estava dentro da “rotina” as coisas correram melhor do que no ano de caloiro.
No 3º ano finalmente escolhi a variante que pretendia seguir. Optei pelo jornalismo, pois foi sempre esta a minha ideia desde que entrei na UAL.
Tudo passou a ser mais simples a partir daqui. Apesar de continuar a ter cadeiras complicadas e algumas extremamente exigentes, a componente prática passou a ser uma realidade palpável.
Mas a universidade não foi só estudo. Aqui também cresci como pessoa. Experiências positivas, outras nem tanto, colocaram-me “face – a – face” com situações, por vezes, embaraçosas.

Aqui aprendi a gostar, a brincar, a amar, a sorrir… mas também tive decepções, frustrações, desilusões, momentos de tristeza e amargura, irritações, mais coisas negativas do que esperava, confesso. Nunca odiei, nem nunca desejei mal a ninguém, mas algumas pessoas conseguiram apunhalar-me bem no fundo e ainda tiveram o desplante de me agredirem nas feridas.
Aqui criei amizades, talvez não tantas como esperava, mas os meus verdadeiros amigos ficarão para o resto da vida.
Num universo tão extenso é normal que cada pessoa tenha uma forma diferente de pensar. Somos todos diferentes, pois então! O problema é que alguns acham-se “senhores da razão”, que o mundo gira “à sua volta” e não olham a meios para imporem a sua forma de pensar. Tenho pena que muitos procedam desta forma. Enfim, escapam aqueles que, realmente, irão ficar aqui, bem perto do meu coração.

Muitas emoções e tristezas marcaram a minha passagem na UAL. Às vezes as desilusões conseguiram ganhar uma dimensão que nunca imaginei ser possível. De facto, não esperava que certas pessoas mudassem tanto em tão pouco tempo.
4 anos são 4 anos!!! E para o resto da vida??? Também vão ter estas atitudes???
Não sou perfeito, tenho muitos defeitos, mas pelo menos dou-me a conhecer tal como sou, gostem ou não, sou assim. Por vezes até fico calado só para agradar a todos e não ter que me chatear, mas no fundo, sei que no fim vale o sacrifício.
Reconheço os meus defeitos e lamento que em certas situações nem sempre esteja de acordo, pois também tenho de valer a minha vontade, mas espero que daqui a 10, 20, 30 anos, tenha o mesmo espírito e não perca tempo com parvoíces e mexericos. É sinal de que não mudei.

Apesar de estar numa turma que muitos diziam não ser unida – e é um facto, não posso negá-lo – acho que não é motivo suficiente para cada um “puxar a brasa à sua sardinha” e fugir às suas próprias responsabilidades.
Gostava que as coisas tivessem sido diferentes. É este o meu desabafo. Mais do que o curso em si, mais do que tudo que já estudei, mais do que os exames, mais do que as orais, nós, pessoas, colegas e amigos, deveríamos ter feito um esforço maior.
Pensava que a Universidade era completamente diferente de tudo o resto. E foi. Mas não pelas melhores razões.
Ainda assim, sinto-me feliz por ter chegado onde nunca imaginei chegar. Daqui para a frente as coisas serão ainda mais complicadas.
O pior vem a caminho mas o desafio da vida reside aí mesmo; na coragem de enfrentar aquilo que nos atormenta.
Boa sorte para todos os que, como eu, também terminaram esta etapa.
Para os que ainda estão a meio, continuem em frente e não desistam. Vale a pena…nem que seja só para mostrarem a vós próprios que são mais fortes do que julgam.
Tenham “Utopia no olhar”.

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publicado às 17:24


Um novo rumo, sem nunca esquecer o que ficou para trás, guardando sempre as melhores memórias.

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