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Muito bem, muito bem!!!

por AM, em 29.01.10
Uma das vantagens (ou não) do meu trabalho é de poder ouvir o debate quinzenal na Assembleia da República.
Ultimamente não se fala de outra coisa a não ser o Orçamento de Estado. Não me vou pôr aqui a dissertar os prós ou contras, se concordo ou não, porque não é esse o propósito deste post.

Algo que eu acho muita piada quando oiço os debates são os deputados que aparecem por trás de quem está a tomar a palavra e que lançam aquele rotulado "Muito bem! Muito Bem!!!"

É que isto é lindo, magnifico, de uma originalidade extrema e tem imensa piada. Na realidade, deveriam usar isto em outras situações.

Por exemplo, um homem chega a casa e vê a mulher na cama com outro homem. Logo aparece um grupo de deputados a dizer "Muito bem! Muito Bem!!!", enquanto colocamos duas balas na pistola.

Outra situação. Estamos na 2ª circular e paramos numa operação stop. Excedemos o limite de velocidade e acusamos uma elevada taxa de álcool. "Muito bem! Muito Bem!!!", diz o grupo de deputados enquanto o sr. agente passa a multa e nos algema.

Na bola. Falcão isola-se com o Hulk a seu lado. Está 5-0 para o SLB. Falcão tropeça no Hulk e leva dois murros do brasileiro. Enquanto se levanta do relvado sem 3 dentes, saltam da bancada um grupo de deputados. "Muito bem! Muito Bem!!!", dizem eles enquanto fogem dos stewarts.


Jerónimo de Sousa tenta retirar com a unhaca o resto da bifana que mamou durante o intervalo. Muito bem, muito bem!!!

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publicado às 10:29

Brunu's, aguarda pela visita da ASAE

por AM, em 28.01.10
Sapataria Brunu´s, Avenida Almirante Reis, nº23 (junto à saída do metro do Intendente)


Olhem bem para esta sapataria. Já olharam? Memorizaram? Reconhecem o local? Então aconselho-vos a nunca lá irem.
Vou contar a minha história que envolve um par de sapatos, um livro de reclamações e um senhor que quando se irrita fica com a voz fininha.

Há coisa de duas semanas fui a esta sapataria comprar uns sapatos. Como há pouco tempo tinha comprado uns sapatos de 70 euros no Freeport (em saldos ficou-me em 30) e não me duraram muito tempo, desta vez não pretendia investir muito, apenas o suficiente para aguentar o Inverno. Vi uns sapatos ao meu gosto, em promoção pois estamos em época de saldo e comprei-os por 15 euros.

Ora, passados cerca de 10 dias, reparei que a sola dos sapatos estava totalmente aberta e sem arranjo. Ficaram impróprios para serem novamente usados e levei-os de volta à sapataria. Expliquei ao empregado o que se tinha passado. Ele passou-me uma espécie de recibo a dar conta da reclamação e pediu-me para passar lá na semana seguinte porque ia falar com o fornecedor.
Eu já não achei aquele procedimento o mais acertado, mas tudo bem, deixei ver o que ia acontecer.

Fui lá então esta semana, como o combinado e quando cheguei, o empregado que me tinha atendido estava ao telefone. Atendeu-me outro empregado, um puto de 20 anos talvez. Expliquei-lhe que tinha lá deixado os sapatos há uma semana porque estavam abertos na sola. Ele foi vasculhar num monte de sapatos velhos para ver se os encontrava. Como não os viu, disse-me que teria de lá passar amanhã.

Epá, fartei-me daquela conversa e disse-lhe logo que não pretendia andar sempre de um lado para o outro e perguntei-lhe como é que eles iriam resolver aquela situação. O empregado que estava ao telefone fez questão de despachar a pessoa com quem estava a falar e disse-me logo que iria receber uns sapatos iguais. Disse-lhe que não queria, obviamente, tendo em conta que eles não valiam nada e que queria o meu dinheiro de volta. Ele ripostou logo que nestas situações nunca se devolve o dinheiro, que apenas ficaria com o crédito dos 15 euros para comprar outros sapatos.
Derivado ao facto de que, pela primeira vez na minha vida, ter usado uns sapatos meia dúzia de vezes e terem ido logo à vida, não pretendia levar mais nenhuns sapatos daquela loja e, simplesmente, queria ser ressarcido do meu dinheiro.

Ui, a partir dali o caldo ficou entornado.
Disseram-me que por 15 euros, de que estava eu à espera. Claro que não esperava uns sapatos de grande qualidade, mas também só um produto do piorio é que poderia durar uma semana e pouco. Além disso, se não prestam não deveriam colocar à venda.
Como vi que eles não iam ceder, pedi o livro de reclamações (nota: nunca na minha vida eu tinha pedido o livro de reclamações e já me aconteceram situações em que isso o justificava). O empregado do telefone disse logo que dava o livro, mas que tinha de me identificar.

"Tudo bem", disse eu. Nesta situação, acho que ele não devia estar a perceber quem é que estava a reclamar.


Por uns momentos ele saiu da minha vista, supostamente para ir buscar o dito livro. O empregado miúdo que me atendeu inicialmente voltou com a mesma conversa dos 15 euros, que por esse preço não poderia esperar grande coisa, blá, blá, blá...
Eu quando compro algo barato, sei que arrisco a que não seja nada de especial, mas naquela situação não pretendia levar outros sapatos da loja e por várias vezes expliquei isto, mas parecia não estar a surtir efeito.

O empregado que havia desaparecido voltou, todo enervado, com uma voz mais fininha e a dizer que falou com um advogado e que nestas situações não tinha direito a receber o dinheiro de volta.
Achei piada à conversa dele, contactou um advogado pois claro. Para tentar demonstrar que tinha razão, contou-me que tinha comprado uns sapatos de 300 e tal euros e que se tinham descosido passado uma semana. Ficou um mês à espera deles e não teve chatices com isso.


Este foi um dos vários argumentos que fui ouvindo para tentarem desvirtuar o que eu pretendia.
Depois reparem noutras coisas que me foram dizendo.

Estava lá um homem sapataria, desde que eu tinha entrado e disseram-me que ele trabalhava no ramo dos sapatos há mais de 30 anos. Olhei para ele e nem uns 40 anos devia ter. Depois, perguntaram a ele para dar a sua opinião como fornecedor, se eu tinha motivos ou não para receber o dinheiro de volta. Ele respondeu um não, tão seco, como quem pergunta a uma criança: “Gostas do Bibi?”


Outra que eu descobri é que os sapatos nem sequer foram para o fornecedor. Eu insisti com eles para falarem com o fornecedor para que fosse ele o responsável daquela situação e que lhe desse o dinheiro. Responderam-me que nestas situações os fornecedores nunca se responsabilizam e que tinham mandado os sapatos para o lixo.
Agora reparem, eles mandaram os sapatos logo para o lixo assim que me fui embora, da primeira vez que lá fui. Então para que raio mandaram-me lá ir uma semana depois? Foi para parecer que iam resolver o assunto? Pois é!


Outros métodos que usaram foram a tentativa de me fazerem perder a cabeça. Então não é que o empregado do telefone com a voz feminina de tantos nervos me veio dizer no dia em que lá fui entregar os sapatos, que fui mal-educado? Que cheguei à sapataria e que atirei com os sapatos para cima do balcão. Esta foi a primeira vez que testaram os meus nervos, porque até aí tinha estado calmo, mas se há coisas que detesto é que tentem denegrir a minha imagem sem razões para isso.


Entretanto apareceu mais um figurino nesta história. Uma senhora, que eu pensava ser a dona da sapataria, pois quando lá chegou, perguntou ao empregado se tinha sido eu a pedir o livro de reclamações.
Ela falou comigo de uma forma mais serena, mas sempre usando os mesmos argumentos dos seus colegas ou empregados, porque nunca cheguei a perceber muito bem qual o seu papel.
Voltei a explicar que não queria mais sapatos dali, que não tinha lógica nenhuma eu ir gastar mais 15 ou 20 euros para levar outros sapatos, porque não estava satisfeito com o serviço deles. Ela ainda me disse que eu estava mal habituado às grandes superfícies, que ali, no comércio tradicional não podem devolver o dinheiro porque eles iriam ficar a perder.

Ficavam a perder? Então e eu, que fiquei sem sapatos, sem 15 euros?


Bom, ela apercebeu-se que não havia volta a dar e que eu estava mesmo convicto de que não iria sair dali sem ser ressarcido. Voltei a pedir-lhe o livro de reclamações. Ela perguntou-me exactamente quando é que eu tinha comprado os sapatos. Disse-lhe que tinha sido acerca de duas semanas, mas não sabia exactamente porque quem me tinha atendido, não me passou recibo.
Ela, num ápice replicou logo: “Ai se não tem o recibo também não lhe damos o livro de reclamações!”
Esta foi a segunda vez que voltei a passar-me. Respondi então: “É preciso descaramento. Então vocês não me passaram o recibo, quando isso é vossa obrigação e agora está a dizer-me que não posso fazer a reclamação?”
O empregado que me havia atendido na altura da compra dos sapatos nem abriu o bico em relação à história da factura.

No entanto, eles haviam-se esquecido de um pequeno grande pormenor. Eu tinha comigo o papel que me haviam passado quando fui entregar os sapatos, no qual estava a data da entrega, um nota a dizer reclamação e a explicação do porquê da reclamação.
A partir daquela situação, tinha todos os motivos para ignorar no dinheiro, tanto mais que aquela conversa toda já nem o justificava, e fazer simplesmente a reclamação.


O empregado da voz fininha então virou-se, e num ar de extrema indignação, disse-me que dava o dinheiro da sua própria carteira só para me eu ir embora.
Disse-lhe que podia dar o dinheiro de onde quisesse, desde que me pagassem. A mulher disse que não para esperar pelo patrão que ele resolvia o problema. O fininho disse logo: “Não vale a pena o patrão chatear-se com ele, tanto mais que ele tinha logo resolvido a situação, não era assim.”
Tive de me rir com aquela conversa e respondi: “Oh amigo, chame lá o patrão, estou farto de ouvir que o chama, que traz o livro de reclamações, mas ainda não vi nada. Julga que me intimida com isso.”


A mulher lembrou-se, de repente, de que me já tinha visto lá ir àquela loja com uma rapariga para ir fazer uma reclamação. Mais outra mentira para tentarem chatear-me, mas tudo bem, mais uma vez não liguei. O empregado da voz fininha, que naquela altura já quase nem conseguia falar, pagou-me e num último suspiro enquanto eu abandonava a sapataria disse-me para eu lá não voltar.
Uma vez mais, ele não percebeu a mensagem. Se eu quisesse lá voltar, não tinha pedido o meu dinheiro de volta.

Portanto resumindo e concluindo. Como consumidores, não se deixem levar nas lenga lengas desta malta. Para eles a razão é só uma, a deles. O resto são postas de pescada. Para mim não é assim. Perdi uma hora do meu tempo, mas também não se ficaram a rir, porque na verdade, eu estava pouco cagando para os 15 euros. Só não queria ver os meus direitos como consumidor desvirtuados.

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publicado às 11:12

Ciência moderna (ou simplesmente hipocrisia)

por AM, em 27.01.10
Acho que deviam mandar este palhacinho fazer umas análises e tentar perceber que tipo de alzheimer é que ele sofre. Passados 3 meses e, por coincidência, quando assinou pelo FC Porto, acordou para a vida. Pelos vistos, não demorou muito para conhecer os cantos à casa. Lá são conhecidos por darem murros e pontapés em tudo o que mexe e não dois dedos na cara.

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publicado às 09:40

Bruno Nogueira vinga-se

por AM, em 26.01.10


Bruno Nogueira vinga-se de todas as vezes que tentou ligar para a assistência técnica sempre que tinha problemas de Internet.

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publicado às 10:28

A nova vida de Sá Pinto

por AM, em 25.01.10
Após a rescisão com o Sporting CP, Sá Pinto assina contrato milionário com a UNICER

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publicado às 13:13

Pingo Doce venha cá... Ahhh caral...!!!

por AM, em 22.01.10

Os trabalhadores do Pingo Doce estão perplexos com as afirmações do presidente da Jerónimo Martins, que atribuiu a baixa produtividade em Portugal aos baixos salários dos trabalhadores. Os trabalhadores dizem que a empresa, além de pagar pouco, ainda deve dinheiro aos funcionários.

Fonte: Antena 1

Há os taberneiros. Há os Zés que palitam os dentes e puxam o ovo estrelado de forma rude e viril. Há a droga. Por fim, há a música do Pingo Doce.
E eu pergunto: Porquê? Porque passam aquela música a toda a hora, na tv, rádio, quando estamos dentro da própria superfície comercial. Será que ao ouvirmos aquilo, querem obrigar as pessoas a lá irem e sentirem-se seduzidas por aqueles actores que surgem nos anúncios e não correspondem ao perfil das pessoas que nos atendem na caixa?



É que aquela porra enjoa. Ainda por cima tenho um Pingo Doce à porta de casa e vou lá às compras.
Ok, já me convenceram, eu compro lá, mas por favor parem com a música ou metam a Popota ou a Leopoldina a cantar o wege wege. Sim, já cheguei ao ponto de preferir ouvir o gago a cantar po-popo-popopo-popopota.

Em relação aos funcionários do Pingo Doce, dou-lhes toda a razão. Se eu tivesse a ouvir aquela bimbalhada o dia todo, também preferia coçar a micose. Têm o meu apoio. Na minha próxima visita vou comprar menos 100 gramas de tremoços e duas mines (é minis, mas eu escrevo como se fala, porque se dizerem "Quero uma mini!" ninguém vos liga) em sinal de protesto.

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publicado às 11:41

Assembleia transformada em tasco

por AM, em 21.01.10

Oh Zé, Zé!

Tás a ouvir Zé?



São cinco mines!

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publicado às 15:48

Marketing e Publicade segmentada

por AM, em 20.01.10
Caros leitores deste humilde espaço (portanto eu, basicamente).

Ultimamente tenho andado arredado deste espaço e, como podem constatar, ainda não escrevi nada este ano. Queria assumir uma espécie de compromisso com os meus leitores e tentar escrever, pelo menos, um post por semana sobre a actualidade e tentar encarar as situações mais bizarras numa perspectiva critica e irónica.

Para começar, gostava de falar sobre um anúncio que começou a passar nas televisões e visa a prevenção e o uso do preservativo pelos casais homossexuais.
Ora, vendo isto numa perspectiva totalmente isenta e sem qualquer tipo de homofobia, acho a ideia do anuncio um bocado ridícula, para os homossexuais, pois parece que lhes estão a chamar burros. Vou tentar explicar melhor.

Os anúncios de prevenção do HIV feitos por heterossexuais não são suficientemente explícitos para passar a mensagem? É necessário colocarem dois homens ou duas mulheres para explicar aos homossexuais que devem usar o preservativo? Digo isto, porque no futuro, terão então de pôr anúncios de casais homossexuais a acordarem, prepararem o pequeno almoço e fazerem publicidade ao Pingo doce, porque de outra forma, a mensagem não passará e os homossexuais irão fazer compras ao El Corte Inglês.

Noutra perspectiva, fartei-me de rir quando vi o anúncio, porque na parte final quando um dos actores surpreende o outro ao colocar as mãos à frente dos olhos, fez-me lembrar o Tiago e o Pedro. É que ultimamente, eles têm andado estranhos e fazem coisas deste género um com o outro (pronto, já sei que agora vão dizer que tenho ciúmes e blá,blá,blá).

Espero não ter ferido a susceptibilidade a nenhum homossexual e aos meus dois amigos estupidólogos.

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publicado às 10:41


Um novo rumo, sem nunca esquecer o que ficou para trás, guardando sempre as melhores memórias.

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